Um breve ensaio sobre gráficos.
terça-feira, 24 de novembro de 2009 @ 07:38
Ela entrou naquela sala. Sentou-se na frente dele, olhou em seus olhos que estavam fixos nos dela, mesmo que ela não os enxergasse direito. Pensou, pensou e resolveu falar "Oi". Era realmente melhor ser uma idiota por fazer alguma coisa do que ser uma idiota por não fazer nada. Ele respondeu. Ela respirou fundo e sorriu por dentro. Assim, começou a conversa. Ele não era assim tão seco, tão chato e tão bravo. E então, esse se tornou seu novo plano, começar do zero. Ele ria, perguntava. Ele se interessava pelas coisas dela, ele queria saber seja lá o que ela quisesse dizer - e ela não imaginava nada disso. A cada minuto, ele progredia mais. Às vezes parecia que ele só queria se encaixar naquela conversa - talvez tanto quanto ela.
Contudo havia uma coisa "torta". Ele era como um gráfico inconstante - ascende e descende em tempos imprevisíveis. E ela não vê a hora de alcançar o topo. Um gráfico de ela por ele, tortuoso, em que a sua linha já começa no 10, e a dele, começa no zero.
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