Don't stop the rain.
terça-feira, 23 de junho de 2009 @ 09:15
Chuva, mais um dia chuvoso. Sabe, eu gosto de chuva. Uma tarde em casa, pensando na vida, ouvindo música triste junto com o barulho da água caindo sem parar. É o que há quando se anda meio para baixo há um bom tempo.
- É tipo, difícil de descrever a sensação de não se sentir tão bem quanto deveria. Aquela melancolia, a sensação de ver as coisas mudando na sua frente sem que se possa fazer muita coisa. As coisas nunca param de mudar, todos sabemos, mas é melhor quando você quer muito essas mudanças ou prefere nem sentí-las. Mas quando as mesmas vêm, e você vê tudo passando, coisas vindo, coisas indo embora, e não pode fazer nada - você sabe que não pode - é triste.
- As coisas vão acontecendo, sempre em uma sequência imprevisível (aí que está a graça do próximo segundo), onde você ri e chora como em um filme. Vibra com o mocinho, chora com ele, deseja imensamente ser a cinderela da porta ao lado, ou até tem vontade de esganar o vilão. Não entende como aquele príncipe lindo consegue ser um sapo quando cospe no chão, ou como aquele sapo consegue ser um príncipe quando começa a falar com você.
- E como sempre, é cada um por si e Deus por todos, mesmo para os que são ateus ou qualquer outra coisa. Chega àquela hora do filme em que todos começam a se dispersar, mesmo quando juntos, tem de lutar por seus ideais não se importando com o que os outros pensem. Você sabe, que mesmo com alguém do seu lado, você está sozinho nesse mundo, amigo(a). Você fica assistindo a vida passar, esperando seu final feliz ou àquela virada que te ponha a frente do oponente. (Sem esquecer de comentar que todos são nossos oponentes, mesmo que se diga que não, ou você é o melhor, ou é só mais um.) Mas esperar não funciona como quando se assiste na TV. A vida não é uma televisão. Não tem zoom, não tem HDTV, nem TV a cabo - às vezes quase sempre nem bombril na antena adianta.
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Além de todos os poréns de um filme não ficcional onde você é o protagonista, existem os problemas da falta de roteiro, entre outros.
- Passam o equivalente à 15 minutos, e você já enjôou dos personagens. Ah, isso é um problema. Eu, como personagem principal do meu filme, sei muito bem disso. Um conselho? Valorize os personagens da sua história. Queira você ou não, eles vão estar sempre marcados para lhe incomodar. Além do mais, sem eles sua história seria vazia. E não se esqueça de se esforçar, porque além de personagem, você é diretor. Só aprenda a improvisar, porque os imprevistos acontecem de mais ou menos 1 em 1 segundo. O roteiro não é você quem faz, mas de tudo que acontece o mérito é seu, seja bom ou não.
P.s.: "Todas as pessoas um dia foram novas. Depois que o tempo passa, elas passam ser só mais pessoas - embora ainda sejam as mesmas."Marcadores: So so
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Outros de mim.
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